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Proteínas de cascavel podem revolucionar o tratamento de picadas

Proteínas encontradas no sangue da cascavel demonstram potencial dez vezes superior a antídotos atuais, prometendo revolução no tratamento de picadas.

The Health Brief 09 Sep 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences revela que componentes do sangue da cascavel superam em dez vezes a eficácia de antídotos comerciais.

Pesquisadores da Universidade de Maryland, liderados pelo professor Sean B. Carroll, identificaram proteínas bloqueadoras de toxinas no sangue da cascavel (western diamondback rattlesnake) capazes de neutralizar venenos de diversas espécies perigosas. A descoberta, divulgada em 8 de setembro de 2026, abre caminho para uma nova geração de terapias inspiradas em mecanismos naturais de defesa.

Atualmente, a produção de antivenenos depende da extração de anticorpos de animais expostos ao veneno, um processo oneroso e que pode gerar reações imunes nos pacientes. A nova abordagem, baseada em proteínas recombinantes, promete ser mais barata e escalável, oferecendo uma alternativa mais eficiente para combater um problema que, segundo a Organização Mundial da Saúde, causa até 140 mil mortes anuais.

Segundo Sean B. Carroll, a natureza já desenvolveu soluções para problemas enfrentados pela medicina há décadas. A equipe agora trabalha para expandir a estratégia de bloqueio de toxinas para outras famílias de venenos presentes em víboras.

O cronograma de desenvolvimento prevê que as primeiras aplicações comerciais da tecnologia ocorram no setor veterinário, visando o tratamento de cães e gado, antes que a técnica seja validada para uso em humanos.

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