Pesquisa identifica reversibilidade de danos causados pelo gene APOE4
Gene ligado ao Alzheimer causa danos vasculares e celulares que podem ser revertidos em laboratório.
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Estudo conduzido pelo Mount Sinai revela que o gene associado ao maior risco de Alzheimer prejudica vasos sanguíneos e sistemas de limpeza celular, abrindo caminho para novas terapias.
Cientistas do Mount Sinai identificaram que o APOE4, fator genético de risco mais expressivo para a doença de Alzheimer, atua de forma ativa na deterioração dos vasos sanguíneos cerebrais. Além disso, o gene compromete os mecanismos celulares responsáveis pela eliminação de proteínas tóxicas, um processo que, segundo os resultados, pode ser revertido em ambiente laboratorial.
Os achados, publicados nas revistas científicas Cell e Cell Stem Cell, sugerem que a degradação vascular não é apenas uma consequência, mas um fator que impulsiona a progressão da doença. A utilização de uma nova plataforma de tecido cerebral humano, derivada de células-tronco, permitiu aos pesquisadores observar esses danos e testar intervenções que reverteram parte dos efeitos negativos.
A descoberta oferece alvos terapêuticos inéditos que podem beneficiar o tratamento de outras condições neurodegenerativas, como o Parkinson. Com o Alzheimer afetando mais de 7 milhões de adultos mais velhos nos Estados Unidos, a identificação de processos reversíveis representa um avanço significativo para o desenvolvimento de futuras abordagens clínicas, embora prazos para ensaios em humanos ainda não tenham sido estabelecidos.