PBMs enfrentam ofensiva bipartidária nos Estados Unidos
Democratas e republicanos se unem contra intermediários farmacêuticos acusados de inflar preços e criar conflitos de interesse.
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Em um cenário de rara convergência política, democratas e republicanos uniram forças para questionar o poder dos gerenciadores de benefícios farmacêuticos, conhecidos como PBMs. O descontentamento crescente foca no papel dessas empresas como intermediárias no mercado de saúde, sob a acusação de inflarem os preços dos medicamentos e operarem em conflito de interesses ao controlarem suas próprias redes de farmácias.
O debate ganhou contornos práticos em estados como Arkansas e Tennessee, que implementaram legislações restritivas para limitar a atuação dessas companhias. No Arkansas, a Act 624, promulgada em 2025, tornou-se a primeira lei nacional a proibir que PBMs possuam ou operem farmácias de varejo, medida que atualmente enfrenta contestações judiciais.
No Tennessee, a estratégia adotada foi o FAIR Rx Act, que estabelece o prazo de 1º de janeiro de 2027 para que as PBMs se desfaçam de suas farmácias. O presidente da Câmara estadual, Cameron Sexton, classificou o modelo atual como um empreendimento monopolista que retira o controle das mãos de médicos e pacientes, enquanto a governadora do Arkansas, Sarah Huckabee Sanders, defendeu o banimento de práticas que considera anticompetitivas.
A insatisfação atravessa divisões partidárias e atinge a base eleitoral. O casal Amye e Charlie Joseph, de Elizabethton, exemplifica essa união de espectros opostos contra conglomerados como a CVS Health, que integra seguradora, PBM e farmácia. Para os críticos, a estrutura verticalizada dessas empresas serve apenas para maximizar lucros em detrimento do acesso aos medicamentos.
Embora o debate político em Washington permaneça polarizado em diversos temas, a regulação das PBMs consolidou-se como um ponto de consenso bipartidário. Enquanto as disputas legais prosseguem nos tribunais federais, o futuro do setor farmacêutico nos estados que lideram a ofensiva permanece sob expectativa até a virada do próximo ano.