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Olho seco afeta mulheres e exige atenção médica especializada

A condição, comum em mulheres, pode ser sinal de problemas de saúde e afeta a qualidade de vida.

The Health Brief 01 Sep 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A condição, frequentemente subestimada, pode indicar problemas de saúde subjacentes e impactar significativamente a qualidade de vida das pacientes.

O desconforto ocular persistente tornou-se uma queixa recorrente nos consultórios oftalmológicos, especialmente entre o público feminino. Embora muitos pacientes tratem a secura nos olhos como um incômodo passageiro causado pelo uso excessivo de telas ou pelo clima seco, especialistas alertam que a negligência com os sintomas pode mascarar quadros clínicos mais complexos.

Dados recentes apontam que as mulheres apresentam uma prevalência maior dessa condição em comparação aos homens. Fatores hormonais desempenham um papel central nessa disparidade, uma vez que as flutuações nos níveis de estrogênio e progesterona, comuns durante o ciclo menstrual, a gravidez e a menopausa, afetam diretamente a produção e a composição das lágrimas. A estabilidade do filme lacrimal é essencial para a lubrificação, proteção e nutrição da superfície ocular, e qualquer desequilíbrio nessa função pode levar a irritações crônicas.

Além das questões hormonais, o estilo de vida contemporâneo contribui para o agravamento do quadro. A exposição prolongada à luz azul de dispositivos eletrônicos reduz a frequência do piscar, acelerando a evaporação da lágrima. Ambientes com ar-condicionado, poluição atmosférica e o uso incorreto de lentes de contato também figuram como gatilhos frequentes que exacerbam a sensação de corpo estranho, ardência e visão embaçada.

A importância de buscar um diagnóstico profissional reside no fato de que o olho seco pode ser um sintoma de doenças autoimunes, como a síndrome de Sjögren, que afeta as glândulas responsáveis pela produção de umidade no corpo. Ignorar os sinais iniciais pode resultar em danos permanentes à córnea, aumentando o risco de infecções e inflamações severas que comprometem a acuidade visual a longo prazo.

O tratamento varia conforme a causa e a gravidade de cada caso. Enquanto colírios lubrificantes sem conservantes são frequentemente prescritos para alívio imediato, abordagens mais robustas podem incluir medicamentos anti-inflamatórios, terapias de luz pulsada ou mudanças específicas na rotina e na dieta, como o aumento da ingestão de ácidos graxos ômega-3.

A recomendação médica é clara: qualquer desconforto ocular que persista por mais de alguns dias deve ser avaliado por um oftalmologista. A automedicação com colírios vendidos sem prescrição pode, em muitos casos, mascarar sintomas importantes ou conter substâncias que, se usadas em excesso, acabam por agredir ainda mais a superfície ocular. Priorizar a saúde dos olhos é fundamental para prevenir complicações que podem ser evitadas com intervenções simples e precoces.

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