NIH encerra ano fiscal com atrasos e opacidade em subsídios
Verbas de pesquisa do NIH distribuídas com atrasos e falta de transparência, prejudicando cientistas e estudos sobre disparidades.
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O National Institutes of Health (NIH) finalizou a distribuição de suas verbas de pesquisa para o ano fiscal de 2026 sob críticas de falta de transparência e lentidão administrativa. Apesar de o Congresso ter mantido o orçamento da agência em US$ 47,2 bilhões, o volume de subsídios concedidos apresentou queda em relação ao período anterior.
Sob a gestão de Jay Bhattacharya, o NIH implementou uma triagem rigorosa nas propostas de financiamento, alinhando a liberação de recursos às prioridades da administração Trump. Esse processo resultou em uma redução contínua de investimentos voltados a estudos sobre disparidades de saúde, raça e etnia, além de não atingir metas de equidade regional e apoio a pesquisadores em início de carreira.
Ao longo do ano, a comunidade científica enfrentou dificuldades para acessar verbas aprovadas pelo Legislativo, em um cenário marcado pela retenção deliberada de recursos e pelo escrutínio de termos específicos em projetos, como vacinação e gênero. A situação gerou questionamentos judiciais sobre a legalidade da interrupção de financiamentos e a influência política nas decisões técnicas da agência.
O impasse agora se desloca para o âmbito legislativo. No Senado, parlamentares buscam incluir medidas no projeto de lei de dotações para restringir a interferência da Casa Branca na distribuição das verbas de pesquisa médica. A expectativa é que uma solução seja alcançada antes do vencimento do financiamento provisório, previsto para 11 de dezembro de 2026.