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Nanofat: o uso da gordura corporal para o rejuvenescimento facial

Técnica de enxerto de gordura refinada promete rejuvenescer a pele com resultados naturais, mas exige cautela.

The Health Brief 30 Aug 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A técnica de enxerto de gordura processada, conhecida como nanofat, tem ganhado espaço na medicina estética como uma alternativa para suavizar sinais de envelhecimento e melhorar a qualidade da pele. O procedimento utiliza o tecido adiposo do próprio paciente, que é refinado para extrair células regenerativas, prometendo resultados mais naturais do que preenchedores sintéticos tradicionais.

O processo começa com a coleta de uma pequena quantidade de gordura, geralmente retirada de áreas como o abdômen ou coxas. Após a extração, o material passa por um processo de filtragem e emulsificação, resultando em um líquido rico em células-tronco e fatores de crescimento. Diferente da lipoenxertia convencional, que visa dar volume a áreas profundas, o nanofat é injetado de forma superficial para tratar rugas finas, olheiras e irregularidades na textura cutânea.

Especialistas apontam que o principal benefício dessa abordagem é a capacidade de promover a regeneração tecidual. Ao contrário dos preenchedores que apenas ocupam espaço, o nanofat estimula a produção de colágeno, o que pode resultar em uma pele com aspecto mais saudável e firme ao longo do tempo. Por utilizar o próprio tecido do paciente, o risco de reações alérgicas ou rejeição é praticamente nulo, tornando-o uma opção atraente para quem busca tratamentos menos invasivos.

Apesar das vantagens, o procedimento não é isento de riscos. Como qualquer intervenção cirúrgica, existe a possibilidade de inchaço, hematomas e infecções no local da retirada ou da aplicação. Além disso, a taxa de sobrevivência das células enxertadas pode variar, o que significa que nem todo o volume injetado será mantido permanentemente. É fundamental que o paciente passe por uma avaliação criteriosa para determinar se o seu perfil é adequado para a técnica.

A busca por procedimentos estéticos que priorizem a naturalidade e a saúde da pele reflete uma tendência atual de humanização nos cuidados médicos. Assim como hospitais têm investido em ações de acolhimento e bem-estar para pacientes em tratamentos complexos, a dermatologia e a cirurgia plástica caminham para métodos que buscam o equilíbrio entre a estética e a preservação das características individuais, evitando exageros que alterem a expressão facial.

Antes de optar pelo nanofat, é indispensável consultar um cirurgião plástico ou dermatologista especializado. O profissional deve esclarecer todas as expectativas, os cuidados pós-operatórios e as limitações do método, garantindo que a decisão seja tomada com base em informações técnicas e segurança clínica. A escolha de um ambiente hospitalar ou clínica devidamente equipada é o passo final para assegurar que o procedimento ocorra dentro das normas de saúde vigentes.

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