Mortes por calor em Phoenix voltam a subir após dois anos
Após dois anos de queda, mortes por calor extremo no condado de Maricopa disparam 60% em 2026.
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O Condado de Maricopa, que abriga a região metropolitana de Phoenix, enfrenta uma reversão preocupante em suas estatísticas de saúde pública. Após dois anos consecutivos de queda, os óbitos relacionados ao calor extremo registraram um aumento de 60% em 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Até o momento, 230 mortes foram oficialmente confirmadas como decorrentes das altas temperaturas. A situação é agravada por um volume adicional de 567 óbitos que seguem sob investigação técnica para determinar se o calor foi o fator determinante. O relatório conclusivo do Departamento de Saúde Pública do Condado de Maricopa sobre o ano de 2026 só deve ser publicado na primavera de 2027.
O cenário atual interrompe a tendência de declínio observada em 2024 e 2025. Especialistas apontam que a combinação de mudanças climáticas, o crescimento da população em situação de rua e a persistência de temperaturas noturnas acima de 32°C impedem que os indivíduos consigam a recuperação térmica necessária durante o período de descanso.
A prefeita de Phoenix, Kate Gallego, afirmou que a gestão do calor extremo é tratada como uma emergência de saúde pública contínua. Em paralelo, o representante Greg Stanton defendeu a necessidade de uma adaptação mais rápida a um clima mais quente, ressaltando que muitas dessas fatalidades poderiam ser evitadas com medidas de proteção mais eficazes.
Para enfrentar o desafio, a Arizona State University inaugurou recentemente o Center for Heat Preparedness, focado em pesquisar soluções para mitigar os impactos das ondas de calor. Enquanto isso, o Departamento de Saúde Pública reforça o alerta para que a população priorize a segurança e monitore especialmente idosos, crianças e pessoas com condições crônicas de saúde.