Merck encerra produção do antibiótico hospitalar Recarbrio
Farmacêutica encerra linha de antibióticos após seis anos, alegando baixa rentabilidade e focando em outros mercados.
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A decisão da farmacêutica marca a saída definitiva da empresa do desenvolvimento de novos medicamentos antibacterianos, após seis anos de comercialização do produto.
O Recarbrio, uma combinação de imipenem, cilastatina e relebactam, foi descontinuado voluntariamente pela Merck & Co. em setembro de 2026. A agência reguladora dos Estados Unidos, o FDA, foi devidamente notificada sobre a retirada do medicamento do mercado.
Aprovado inicialmente em julho de 2019, o antibiótico era indicado para o tratamento de infecções graves, como as do trato urinário, intra-abdominais e pneumonias bacterianas adquiridas em ambiente hospitalar. Devido ao risco de resistência bacteriana, seu uso era restrito a pacientes com poucas alternativas terapêuticas.
A interrupção da fabricação ocorre em um cenário de reestruturação industrial da companhia, que já havia iniciado o fechamento de unidades fabris, como a planta de Cherokee, na Pensilvânia, em 2024. A justificativa central para o encerramento é a limitação das perspectivas comerciais para medicamentos de nicho, cujos custos de produção e marketing superam a receita gerada.
Com esta medida, a Merck deixa de possuir programas de antibacterianos em estágios avançados de desenvolvimento, focando sua atuação em portfólios de medicamentos maduros. Não há previsão ou planos anunciados pela empresa para a retomada da produção do Recarbrio.