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Medicare adiou negociação de preço de remédio da AbbVie

Grupo de defesa aponta que Medicare adiou negociação de preço de medicamento da AbbVie por sete anos, elevando custos.

The Health Brief 07 Aug 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Grupo de defesa alega que agência concedeu sete anos extras antes de discutir valores, impactando custos para o programa federal de saúde.

Uma organização de defesa de pacientes e consumidores alega que o Medicare, programa federal de saúde dos Estados Unidos, concedeu ao medicamento de alto custo da AbbVie, Humira, um período de sete anos adicional antes de iniciar negociações de preço. A informação, divulgada pela STAT News, levanta questionamentos sobre a forma como o programa federal de saúde lida com a precificação de medicamentos que representam um fardo financeiro significativo para o sistema.

Segundo a alegação, o Medicare teria adiado a possibilidade de negociar o preço do Humira, um medicamento amplamente utilizado no tratamento de doenças autoimunes como artrite reumatoide, doença de Crohn e psoríase, por um período que se estenderia até 2026. Essa extensão, se confirmada, teria permitido à AbbVie manter os preços elevados do medicamento por mais tempo, antes que o programa federal pudesse exercer seu poder de barganha para obter custos mais baixos. A STAT News aponta que essa prática, embora não ilegal, pode ter implicações significativas nos gastos do Medicare e, consequentemente, nos contribuintes americanos.

O Humira, um anticorpo monoclonal, tem sido um dos medicamentos mais vendidos do mundo por muitos anos, gerando bilhões de dólares em receita para a AbbVie. Sua eficácia no tratamento de condições crônicas e debilitantes o tornou uma opção terapêutica essencial para muitos pacientes. No entanto, o alto custo do medicamento sempre foi um ponto de preocupação para os sistemas de saúde, incluindo o Medicare, que cobre milhões de americanos idosos e com deficiência.

A questão da negociação de preços de medicamentos é um tema complexo e politicamente sensível nos Estados Unidos. Historicamente, o Medicare tem sido proibido de negociar diretamente os preços dos medicamentos com as farmacêuticas, uma restrição que tem sido defendida pela indústria farmacêutica como necessária para incentivar a inovação e o desenvolvimento de novas terapias. No entanto, nos últimos anos, tem havido um movimento crescente para permitir que o Medicare exerça maior controle sobre os custos dos medicamentos, especialmente aqueles considerados "blockbusters" – medicamentos que geram receitas extremamente altas.

O contexto web complementar sugere que a STAT News cobre uma ampla gama de notícias relacionadas à saúde, incluindo avanços em biotecnologia, aprovações da FDA, desenvolvimento de novas drogas e vacinas, e políticas de saúde. A menção a empresas como Moderna, Takeda e RevMed indica um foco em notícias do setor farmacêutico e de saúde. A discussão sobre custos de saúde e políticas relacionadas a medicamentos se encaixa perfeitamente nesse escopo editorial.

A alegação do grupo de defesa, se comprovada, pode reacender o debate sobre a influência das farmacêuticas nas decisões de políticas de saúde e sobre a transparência nos processos de negociação de preços. A possibilidade de o Medicare ter concedido um período de exclusividade prolongado antes da negociação pode ser vista como uma falha em sua missão de garantir o acesso a cuidados de saúde acessíveis.

É importante notar que a informação apresentada é uma alegação de um grupo de defesa, e a AbbVie ou o Medicare podem ter suas próprias explicações ou defesas para as práticas adotadas. No entanto, a publicação pela STAT News, uma fonte respeitada no setor de saúde, confere peso à alegação e sugere que o tema merece investigação aprofundada. A forma como o Medicare gerencia seus gastos com medicamentos tem um impacto direto na sustentabilidade do programa e na capacidade dos pacientes de arcar com os custos de seus tratamentos. A extensão do período antes da negociação de preço para medicamentos de alto custo como o Humira levanta sérias questões sobre a eficiência e a equidade do sistema de saúde americano.

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