Ex-chefes da FDA criticam cortes do DOGE na agência americana
Ex-chefes da agência reguladora alertam que cortes de pessoal minaram conhecimento crucial e podem levar anos para serem revertidos.
Foto: Reprodução
Três ex-comissários da Food and Drug Administration classificaram a reestruturação imposta pelo Departamento de Eficiência Governamental como um dos maiores desastres da história dos Estados Unidos.
A crítica central aponta que as medidas de redução de pessoal privaram a agência de um conhecimento institucional crítico. Segundo os especialistas, o impacto dessas perdas exigirá anos de esforço para ser plenamente recuperado.
Dados indicam que cerca de 3.500 funcionários foram desligados da FDA no último ano. O quadro total de pessoal da agência sofreu uma redução estimada em 23% desde o início da atual administração federal.
As demissões atingiram setores estratégicos, incluindo cientistas, revisores técnicos e profissionais dedicados à segurança alimentar e à regulação de produtos médicos. O processo ocorreu sob a supervisão do DOGE e da gestão do Secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr.
A instabilidade na agência tem sido marcada por renúncias de lideranças e críticas sobre a perda de expertise científica. Atualmente, a FDA busca formas de reconstruir sua capacidade técnica, com discussões sobre a utilização de fundos específicos, como o PDUFA VIII, para viabilizar a contratação e retenção de especialistas entre 2028 e 2032.
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