Estudo sugere potencial de psicodélicos contra inflamação
Psicodélicos mostram potencial inédito em humanos para reduzir inflamação e proteger células, abrindo novas frentes terapêuticas.
(Reprodução/NPR Health)
Pesquisadores da University of California, San Francisco (UCSF) publicaram os primeiros dados em humanos indicando que substâncias como a psilocibina podem auxiliar no combate a processos inflamatórios, com implicações promissoras para o tratamento da Doença de Parkinson.
O estudo, divulgado em 21 de outubro de 2026 na revista JAMA Psychiatry, analisou pacientes submetidos a duas sessões com psilocibina. A equipe utilizou exames de sangue para monitorar cinco moléculas de sinalização inflamatória antes e depois das intervenções, buscando evidências de alterações biológicas mensuráveis.
Os resultados apontam que os efeitos dos psicodélicos não se restringem apenas a mudanças na consciência ou na saúde mental. A pesquisa sugere que esses compostos podem atuar em tecidos e células do corpo que contêm receptores de serotonina, agindo na redução da inflamação e auxiliando na restauração de mitocôndrias sob estresse.
Historicamente, as investigações sobre psicodélicos focavam quase exclusivamente em suas propriedades neurológicas. Embora modelos animais e estudos celulares já indicassem há anos que esses compostos poderiam oferecer proteção contra diversas doenças, o trabalho da UCSF representa um avanço ao fornecer evidências clínicas em um grupo de pacientes.
A equipe de pesquisa ressalta que o estudo foi realizado com um grupo reduzido de participantes. Até o momento, não foram estabelecidos cronogramas para pesquisas futuras que deem continuidade a essas descobertas iniciais.
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