Estudo revisa impacto do sobrediagnóstico no câncer de mama
Nova análise sugere que sobrediagnóstico em mamografias é bem menor que o estimado, reabrindo debate sobre rastreamento.
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Nova meta-análise publicada no Journal of the National Cancer Institute aponta que a taxa de sobrediagnóstico em exames de mamografia é significativamente menor do que se acreditava anteriormente.
Pesquisadores da Universidade do Sul da Dinamarca reavaliaram os oito principais ensaios clínicos randomizados sobre o tema. O levantamento concluiu que a identificação de cânceres que não representariam risco à saúde da paciente é inferior a 5%, um índice muito abaixo das estimativas históricas, que variavam entre 30% e 50%.
Para chegar a esses resultados, a equipe liderada por Sisse Helle Njor ajustou os dados considerando variáveis críticas, como o tempo de acompanhamento das pacientes, a frequência dos exames e a continuidade do rastreamento após o encerramento formal dos ensaios clínicos.
Segundo Sisse Helle Njor, o objetivo do trabalho foi consolidar as evidências disponíveis para oferecer uma perspectiva mais precisa sobre o fenômeno. A pesquisadora ressalta que a interpretação de que o sobrediagnóstico seria um problema substancial em ensaios randomizados não é tão direta quanto a literatura médica sugeria até então.
O sobrediagnóstico tem sido, por décadas, um dos pontos centrais no debate sobre os benefícios e riscos do rastreamento populacional para o câncer de mama. A nova análise, publicada em 26 de setembro de 2026, oferece uma base técnica para reavaliar essas discussões internacionais sobre a eficácia e os efeitos colaterais dos programas de triagem.