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Estudo revela mecanismo biológico da dor crônica pós-herpética

Estudo revela como vesículas extracelulares alteram neurônios, abrindo caminhos para novas terapias contra dor crônica severa.

The Health Brief 15 Sep 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Pesquisadores identificaram o papel de vesículas extracelulares na alteração de neurônios, um avanço que pode transformar o tratamento da neuralgia pós-herpética.

A neuralgia pós-herpética é uma condição de dor crônica severa que surge como sequela do herpes-zóster, infecção causada pelo vírus varicela-zóster. Pacientes diagnosticados frequentemente relatam quadros de difícil controle, com sintomas que podem persistir por meses ou até anos, impactando drasticamente a qualidade de vida e o bem-estar emocional.

O estudo, publicado em 14 de setembro de 2026 na revista The Conversation, foi conduzido por Andrew Bubak, professor associado de neurologia da Universidade do Colorado Anschutz. A investigação foca nos exossomos, pequenas vesículas que atuam na comunicação celular e que, segundo a análise, desempenham um papel central na modificação dos neurônios responsáveis pela percepção da dor.

A descoberta é considerada um passo importante para a compreensão das neuropatias. Ao isolar o mecanismo biológico que desencadeia a dor persistente, a pesquisa abre novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias futuras, embora ainda não existam prazos definidos para a aplicação clínica dessas descobertas ou para o desenvolvimento de novos medicamentos específicos.

Além do impacto direto no tratamento do herpes-zóster, os pesquisadores sugerem que o papel dos exossomos na alteração neuronal pode ser um fator comum a outras formas de neuropatia, ampliando o alcance das potenciais aplicações terapêuticas deste estudo.

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