Estudo com quase 3 mil supernovas desafia modelo da energia escura

Supernovas revelam que energia escura pode não ser constante, desafiando modelo cosmológico padrão.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Nearly 3,000 exploding stars have revealed new clues that dark energy may be changing over time, potentially challenging our fundamental understanding of the Universe. Credit: AI/ScienceDaily.com (Reprodução/ScienceDaily - Strange & Offbeat)

Nearly 3,000 exploding stars have revealed new clues that dark energy may be changing over time, potentially challenging our fundamental understanding of the Universe. Credit: AI/ScienceDaily.com (Reprodução/ScienceDaily - Strange & Offbeat)

Uma análise abrangente de 2.884 supernovas do Tipo Ia sugere que a energia escura, força responsável pela aceleração da expansão do universo, pode não ser uma constante imutável como previa o modelo cosmológico padrão.

A pesquisa, liderada pela Universidade de Queensland, na Austrália, unificou três décadas de observações astronômicas em um framework consistente denominado Unite. O objetivo foi mitigar inconsistências causadas pela diversidade de telescópios e métodos de calibração utilizados ao longo dos anos, permitindo uma análise mais precisa das chamadas velas padrão do cosmos.

Ryan Camilleri, pesquisador envolvido no projeto, explicou que a equipe combinou os dados das supernovas com medições de oscilações acústicas de bárions e da radiação cósmica de fundo. Os resultados obtidos favorecem a hipótese de uma energia escura dinâmica, que evolui ao longo do tempo, em vez de manter um valor fixo.

Apesar dos resultados intrigantes, os autores ressaltam que as evidências ainda não são definitivas. Testes estatísticos indicam uma preferência de 3,1 a 3,3 sigma para o modelo de energia em evolução, enquanto comparações bayesianas apontam um suporte considerado fraco para essa mudança de paradigma.

O trabalho incorporou dados de diversos projetos internacionais, como o Dark Energy Survey e o Sloan Digital Sky Survey. Para o futuro, a equipe pretende expandir a base de dados com o programa DEBASS, que visa identificar supernovas mais próximas da Terra, buscando maior precisão para compreender a natureza fundamental da expansão do universo.

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