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Dor no joelho: entenda os tipos e tratamentos

Entenda as causas e os tratamentos para cada tipo de desconforto na articulação, do trauma à degeneração.

The Health Brief 16 Aug 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A dor no joelho é uma queixa comum que pode afetar pessoas de todas as idades, limitando atividades cotidianas e esportivas. Compreender a origem do desconforto é o primeiro passo para um tratamento eficaz. Diversos fatores podem desencadear essa dor, desde lesões agudas até condições crônicas, exigindo um diagnóstico preciso para direcionar a abordagem terapêutica.

A complexidade anatômica do joelho, que envolve ossos, cartilagens, ligamentos, tendões e meniscos, o torna suscetível a uma ampla gama de problemas. A dor pode se manifestar de diferentes formas: aguda e súbita, indicando uma lesão recente; crônica e persistente, sugerindo um desgaste ou inflamação de longo prazo; ou intermitente, aparecendo em momentos específicos. A localização da dor – na frente, atrás, nas laterais ou em toda a articulação – também oferece pistas importantes para o profissional de saúde.

Entre as causas mais frequentes de dor no joelho, destacam-se as lesões traumáticas. Entorses, que envolvem o estiramento ou rompimento de ligamentos, como o ligamento cruzado anterior (LCA) ou os ligamentos colaterais, são comuns em atividades esportivas que exigem mudanças bruscas de direção ou saltos. Fraturas nos ossos que compõem o joelho, como fêmur, tíbia ou patela, também resultam de traumas de maior impacto. Lesões nos meniscos, estruturas cartilaginosas em forma de C que atuam como amortecedores, podem ocorrer por movimentos de torção ou degeneração com o tempo.

Condições inflamatórias e degenerativas representam outra parcela significativa das queixas. A osteoartrite, também conhecida como artrose, é o desgaste da cartilagem articular, levando a dor, rigidez e inchaço, especialmente com o avanço da idade. A tendinite, inflamação dos tendões que circundam o joelho, como o tendão patelar ou o tendão quadricipital, é frequentemente associada ao uso excessivo ou a movimentos repetitivos. A bursite, inflamação das bursas (pequenas bolsas de líquido que reduzem o atrito entre os tecidos), também pode causar dor e inchaço na região.

O diagnóstico da causa da dor no joelho geralmente envolve uma combinação de histórico médico detalhado, exame físico minucioso e, em muitos casos, exames de imagem. Radiografias podem identificar fraturas e sinais de osteoartrite. Ressonância magnética (RM) é fundamental para avaliar lesões em tecidos moles, como ligamentos e meniscos, e a condição da cartilagem. Em algumas situações, ultrassonografia ou tomografia computadorizada podem ser solicitadas.

O tratamento varia amplamente de acordo com o diagnóstico. Para lesões agudas e leves, o protocolo RICE (Repouso, Gelo, Compressão e Elevação) é frequentemente recomendado. Medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos podem ajudar a controlar a dor e a inflamação. Fisioterapia desempenha um papel crucial na reabilitação, com exercícios focados em fortalecer a musculatura ao redor do joelho, melhorar a flexibilidade e restaurar a amplitude de movimento.

Em casos de lesões mais graves, como rompimentos de ligamentos ou meniscos, a cirurgia pode ser necessária. Procedimentos artroscópicos minimamente invasivos têm se tornado cada vez mais comuns, permitindo a reparação ou remoção de tecidos danificados com menor tempo de recuperação. Para condições crônicas como a osteoartrite avançada, a artroplastia (substituição da articulação do joelho por uma prótese) pode ser a solução para restaurar a função e aliviar a dor.

A prevenção de dores no joelho envolve a manutenção de um peso corporal saudável, a prática regular de exercícios físicos que fortaleçam os músculos das pernas e do core, e a adoção de técnicas adequadas durante a prática esportiva. O aquecimento antes das atividades e o alongamento após o exercício também são medidas importantes. Em um contexto mais amplo de saúde, a atenção a hábitos que promovem o bem-estar geral, como uma dieta equilibrada e o acompanhamento médico regular, contribui para a prevenção de diversas condições que podem afetar as articulações. A busca por orientação profissional ao primeiro sinal de dor persistente é essencial para garantir um diagnóstico correto e um plano de tratamento eficaz, visando a recuperação da qualidade de vida e a manutenção da mobilidade.

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