Defensores de células-tronco buscam aval sob gestão de RFK Jr.
Ativistas buscam flexibilizar regras para terapias com células-tronco, inspirados pela reclassificação de peptídeos nos EUA.
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Após a reclassificação de peptídeos pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, ativistas pressionam para que terapias com células-tronco sigam o mesmo caminho regulatório.
O movimento ganha força sob a gestão de Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de Saúde e entusiasta de terapias alternativas. Em fevereiro de 2026, a administração promoveu a retirada de restrições da FDA sobre 14 peptídeos, permitindo que farmácias licenciadas manipulassem substâncias anteriormente limitadas. Kennedy descreveu a medida como uma ação necessária para restaurar a ciência e a responsabilidade no setor.
A estratégia dos defensores das células-tronco é utilizar o precedente aberto pelos peptídeos para contornar o rigoroso escrutínio da FDA. Atualmente, essas terapias carecem de ensaios clínicos robustos que comprovem sua segurança e eficácia, o que mantém os tratamentos sob restrições regulatórias severas.
A iniciativa, contudo, enfrenta forte resistência da comunidade científica. Especialistas como o Dr. Eric Topol, do Scripps Research Translational Institute, classificaram a flexibilização das regras para peptídeos como um desastre em potencial. No mesmo sentido, Eileen Kennedy, da UNC Eshelman School of Pharmacy, alertou que a ausência de testes rigorosos impede a identificação de efeitos colaterais prejudiciais e não intencionais aos pacientes.
Embora não exista uma data oficial para ações específicas sobre as células-tronco, o setor busca influenciar a agenda da administração de Kennedy para que o precedente de flexibilização seja ampliado, visando facilitar o acesso a tratamentos que hoje operam na margem das normas sanitárias vigentes.