Coreia do Sul enfrenta desafios de uma sociedade superidosa
País asiático busca reformas urgentes em previdência e saúde para lidar com envelhecimento acelerado e garantir sustentabilidade econômica.
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A rápida transição demográfica sul-coreana pressiona o sistema de pensões e a rede de cuidados de saúde, exigindo reformas estruturais urgentes para garantir a sustentabilidade econômica do país.
Em agosto de 2026, a parcela da população com 65 anos ou mais atingiu 22,1%, consolidando o status de sociedade superidosa. O país alcançou essa marca em apenas 24 anos, um ritmo significativamente mais acelerado do que os 34 anos registrados pelo Japão durante o mesmo processo de envelhecimento populacional.
A celeridade da transição limitou o tempo disponível para o planejamento de políticas públicas eficazes. Atualmente, 39,7% dos idosos com 66 anos ou mais vivem com menos da metade da renda mediana nacional, representando a maior taxa de insegurança econômica entre os países da OCDE.
Para mitigar os impactos fiscais, o governo implementou em 2025 uma reforma previdenciária que prevê o aumento gradual das taxas de contribuição de 9% para 13% até 2033. Paralelamente, o legislativo debate a elevação da idade legal de aposentadoria de 60 para 65 anos.
O setor de saúde também enfrenta pressões crescentes. O seguro de cuidados de longo prazo, criado em 2008, lida com uma demanda ascendente por assistência domiciliar e residencial, forçando o Estado a buscar soluções para a sustentabilidade do bem-estar social em um cenário de rápida mudança demográfica.