Controle rígido da glicose pode afetar bem-estar no diabetes
Controle glicêmico rigoroso pode afetar bem-estar e rotina de diabéticos, aponta estudo alemão.
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Uma nova pesquisa indica que a busca incessante por níveis glicêmicos extremamente estáveis pode gerar um custo oculto na qualidade de vida de pacientes com diabetes. O estudo sugere que o rigor excessivo no gerenciamento da doença pode impor restrições que interferem negativamente na rotina diária.
O projeto, denominado PRO-MENTAL, foi conduzido pelo professor Dominic Ehrmann e sua equipe do Research Institute Diabetes Academy Mergentheim (FIDAM), na Alemanha. A investigação contou com a participação de 400 adultos diagnosticados com diabetes tipo 1 e tipo 2.
Durante 14 dias consecutivos, os voluntários utilizaram dispositivos de monitoramento contínuo de glicose (CGM) em conjunto com avaliações diárias de bem-estar. Os resultados mostraram que, embora a manutenção da glicemia dentro da faixa saudável de 70 a 140 mg/dL promova melhor qualidade de vida, o cenário é mais complexo do que se supunha.
De forma inesperada, os dados revelaram que dias com maior flutuação glicêmica, desde que mantidos dentro de limites seguros, também foram associados a um bem-estar superior no dia seguinte. Esse achado sugere que a pressão por um controle glicêmico estritamente estável pode resultar em um ônus psicológico e prático para o paciente.
O estudo foi financiado pelo Centro Alemão para Pesquisa em Diabetes (DZD) e os dados completos serão apresentados na Reunião Anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), em Milão, entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro de 2026.