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Compostos da amoreira podem remodelar o microbioma intestinal

Compostos da amoreira podem modular a microbiota intestinal e impactar o metabolismo, mas estudos em humanos são necessários.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Estudo publicado na revista Biomolecules aponta que substâncias presentes na planta possuem potencial para influenciar a saúde metabólica, embora resultados em humanos ainda não tenham sido validados.

Pesquisadores da Wroclaw Medical University, na Polônia, revisaram evidências sobre como os compostos da amoreira interagem com a microbiota. A análise, divulgada em 30 de setembro de 2026, destaca que a eficácia desses elementos depende de fatores como a espécie utilizada, a parte da planta selecionada e as técnicas de processamento aplicadas.

Segundo Anna Prescha, professora no Departamento de Dietética e Bromatologia da instituição, a microbiota intestinal exerce um papel central no metabolismo sistêmico. A especialista explica que a amoreira é um objeto de estudo promissor devido à presença de polifenóis e polissacarídeos, que podem interagir diretamente com microrganismos do trato gastrointestinal.

Dados observados em modelos animais indicam que a combinação de diferentes compostos bioativos pode apresentar resultados superiores aos obtidos com substâncias isoladas. Historicamente, a amoreira-branca tem sido o foco principal das investigações, mas a amoreira-preta também tem demonstrado efeitos relevantes em estudos laboratoriais, incluindo a presença da 1-deoxinojirimicina, substância associada ao metabolismo de carboidratos.

Apesar das descobertas em modelos animais e laboratoriais, a equipe científica ressalta que os benefícios para a saúde humana ainda não foram confirmados. O próximo passo da pesquisa científica será a realização de estudos clínicos para verificar se os efeitos observados em laboratório podem ser replicados em seres humanos.

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