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Bactérias intestinais podem indicar envelhecimento cerebral

Microbiota intestinal pode indicar aceleração do envelhecimento cerebral anos antes dos sintomas.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Pesquisa da UCLA identifica conexões entre a microbiota intestinal e alterações biológicas no cérebro, sugerindo que sinais de envelhecimento podem surgir décadas antes dos sintomas clínicos.

O estudo, publicado na revista eBioMedicine, analisou exames de imagem de quase 1.500 adultos para medir a diferença entre a idade cronológica e a idade biológica do cérebro. A equipe desenvolveu um modelo computacional que avalia padrões de comunicação cerebral em repouso, estabelecendo o chamado Índice de Envelhecimento Cerebral (BAI).

Os resultados indicaram que participantes com um BAI mais elevado apresentaram um desempenho inferior em testes de memória de trabalho e funções executivas, como foco e organização. Além disso, houve uma correlação entre esse índice e o relato de sintomas depressivos entre os voluntários.

A análise de amostras fecais revelou que um envelhecimento cerebral acelerado está associado a bactérias específicas e metabólitos no intestino, incluindo moléculas de gordura, um composto relacionado ao colesterol e níveis reduzidos do hormônio estetrol.

A Dra. Arpana Church, co-diretora do Goodman-Luskin Microbiome Center da UCLA Health e autora sênior do trabalho, destacou que os sinais biológicos do envelhecimento cerebral podem ser detectados muito antes do surgimento de sintomas óbvios. Segundo a pesquisadora, a identificação dessas vias biológicas é um passo fundamental para compreender quem está em risco e onde intervir para promover um envelhecimento mais saudável.

Embora o estudo descreva associações importantes, os pesquisadores ressaltam que se trata de uma análise transversal, o que significa que não é possível estabelecer uma relação direta de causalidade entre os microrganismos e a saúde cerebral neste momento.

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