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Anticoagulantes orais reduzem risco de AVC em pacientes de risco

Estudo aponta redução drástica de AVC e eventos graves com anticoagulantes em pacientes com arritmia cardíaca.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Estudo clínico randomizado SINGLE-AF aponta queda de 69% em eventos clínicos graves após dois anos de acompanhamento em pacientes com fibrilação atrial.

A pesquisa, conduzida na Coreia do Sul com 1.803 participantes, avaliou a eficácia de anticoagulantes orais diretos (DOACs) em indivíduos com pontuação CHA₂DS₂-VASc de 1 para homens ou 2 para mulheres. Os resultados, publicados no New England Journal of Medicine, indicaram uma taxa de eventos de 0,5% no grupo tratado com apixabana ou rivaroxabana, comparada a 1,5% no grupo que não recebeu anticoagulação.

O benefício observado foi impulsionado principalmente pela redução de casos de acidente vascular cerebral isquêmico, sem que houvesse um aumento estatisticamente significativo em episódios de sangramento grave. Os dados foram apresentados pelo investigador principal, professor Boyoung Joung, durante o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, realizado em Munique.

Historicamente, as diretrizes internacionais classificavam a recomendação para o uso de anticoagulantes em pacientes de risco intermediário como Classe IIa, devido à falta de evidências robustas. O estudo SINGLE-AF preenche essa lacuna ao fornecer dados experimentais inéditos sobre a eficácia da intervenção nesta população.

Apesar dos resultados positivos, os autores do estudo ressaltam a necessidade de cautela na interpretação dos dados. Devido ao número de eventos do desfecho primário ter sido menor do que o projetado inicialmente, especialistas recomendam a realização de estudos internacionais de maior escala para confirmar se a terapia deve ser adotada como prática clínica rotineira.

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