Ansiedade eleitoral gera sintomas físicos e queda na produtividade
Preocupação excessiva com o pleito eleitoral afeta o bem-estar e a rotina de eleitores, gerando estresse e distúrbios.
Flávio Bolsonaro e Lula durante o debate no estúdio da Band (Grupo Bandeirantes de Comunicação), em São Paulo (Eduardo Knapp/Folhapress)
A proximidade do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 tem desencadeado quadros de estresse e distúrbios do sono em parte do eleitorado, conforme aponta reportagem publicada pela Folha de S.Paulo.
A estagiária de psicologia Larissa Santos, 29, é um dos exemplos de como o acirramento político afeta a rotina. Com dificuldades para dormir, ela relata que a preocupação constante com o resultado das urnas, previsto para este domingo (25), tem prejudicado seu desempenho profissional e suas relações interpessoais. Segundo a eleitora, o medo de uma vitória do campo político oposto ao seu tornou-se um pensamento recorrente.
O psiquiatra Arthur Danila, coordenador do programa de mudança de hábito e estilo de vida do Hospital das Clínicas da USP, explica que o fenômeno é conhecido como ruminação mental. O quadro ocorre quando o indivíduo permanece focado obsessivamente em um único tema, mesmo em momentos em que deveria estar concentrado em outras atividades ou descansando.
Embora a preocupação com o pleito não configure, por si só, uma patologia, especialistas alertam que o excesso de foco no cenário político torna-se um sinal de alerta quando evolui para sofrimento intenso.
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