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Análogo de vitamina D pode fragilizar tumores no pâncreas

Análogo da vitamina D enfraquece barreiras de defesa do tumor, abrindo caminho para tratamentos contra câncer de pâncreas.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Um estudo clínico conduzido pelo Dana-Farber Cancer Institute revelou que o uso do paricalcitol, um análogo da vitamina D, pode auxiliar no rompimento das defesas protetoras do câncer pancreático, tornando a doença mais suscetível a tratamentos convencionais.

O câncer pancreático é reconhecido pela medicina como um dos mais complexos de tratar, devido a uma barreira densa de tecido conjuntivo rica em fibroblastos. Essa estrutura envolve o tumor, impedindo a penetração eficaz de medicamentos e criando um microambiente que favorece a sobrevivência das células malignas.

Publicada na revista Nature Cancer em 25 de maio de 2026, a pesquisa demonstrou que o paricalcitol, quando combinado à quimioterapia padrão, apresenta um perfil de segurança adequado e reduz a ativação de fibroblastos no ambiente tumoral. O objetivo da intervenção é reprogramar esse sistema protetor, facilitando a ação de outras terapias.

Embora o ensaio não tivesse como foco principal medir a eficácia terapêutica, os pesquisadores observaram que pacientes tratados com a combinação apresentaram melhores respostas à quimioterapia e um aumento na sobrevida livre de progressão em um ano. Os resultados foram ainda mais expressivos entre indivíduos cujos tumores possuíam altos níveis de receptores de vitamina D.

Ronald Evans, professor do Salk Institute, destacou que a estratégia utiliza o próprio sistema natural do corpo para atenuar as respostas inflamatórias e fibróticas do tumor. Já a pesquisadora Jen Jen Yeh, da Universidade da Carolina do Norte, reforçou que o microambiente tumoral é um fator determinante na resistência terapêutica, justificando a necessidade de abordagens que consigam romper essa barreira.

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