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Alzheimer pode ter origem em células imunes fora do cérebro

Imunidade fora do cérebro é chave para Alzheimer, indicando novos caminhos para terapias inovadoras.

The Health Brief • • 1 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Estudo conduzido pela WashU Medicine revela que a ativação de células imunes em linfonodos periféricos desempenha um papel fundamental na progressão da doença de Alzheimer, desafiando a visão de que a patologia é restrita ao sistema nervoso central.

A pesquisa, publicada na revista Nature Neuroscience, identificou que células T CD8 são ativadas por células dendríticas fora do cérebro antes de migrarem para o tecido nervoso. Esse processo de ativação inicial, conhecido como primagem, contribui diretamente para os danos cerebrais associados à proteína tau.

Em testes laboratoriais realizados com camundongos, a equipe multidisciplinar observou que o bloqueio dessa via de ativação periférica resultou em uma redução drástica da neurodegeneração. Além da proteção física do tecido cerebral, os animais submetidos ao tratamento demonstraram uma preservação significativa de suas habilidades cognitivas.

A descoberta altera a compreensão tradicional sobre a progressão da doença, ao sugerir que o sistema imunológico periférico atua como um motor ativo no desenvolvimento do Alzheimer. O achado aponta para a possibilidade de novos alvos terapêuticos localizados fora do cérebro, o que poderia facilitar o desenvolvimento de tratamentos mais acessíveis.

O trabalho contou com a participação de diversos especialistas, incluindo David M. Holtzman, Jonathan Kipnis e Maxim N. Artyomov. Até o momento, não foram detalhados cronogramas ou planos para a realização de ensaios clínicos em seres humanos.

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