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Água com gás: o que ela realmente faz aos dentes?

Efervescência pode desgastar o esmalte dental, mas impacto é menor que em outras bebidas.

The Health Brief 27 Jul 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Novas pesquisas apontam para os efeitos da bebida e seu potencial impacto na saúde bucal.

Uma análise recente publicada no ScienceDaily, seção Saúde e Medicina, em 27 de julho de 2026, lança luz sobre o impacto da água com gás na saúde dos dentes. A bebida, cada vez mais popular como alternativa às versões sem gás e a refrigerantes açucarados, tem sido objeto de estudo para entender suas reais consequências para o esmalte dental. As descobertas sugerem que, embora menos prejudicial que outras bebidas, a água com gás não é completamente inócua.

O principal componente que gera preocupação é o ácido carbônico, formado quando o dióxido de carbono se dissolve na água. Este ácido confere à água com gás seu característico sabor efervescente, mas também a torna mais ácida do que a água pura. A acidez, medida pela escala de pH, é um fator crucial na erosão do esmalte dental. O esmalte, a camada externa protetora dos dentes, é suscetível a ataques ácidos, que podem levar ao seu desgaste ao longo do tempo.

Estudos comparativos indicam que a água com gás apresenta um pH mais baixo em comparação com a água mineral sem gás, que geralmente tem um pH neutro ou ligeiramente alcalino. Essa diferença de acidez significa que o consumo frequente de água com gás pode, gradualmente, comprometer a integridade do esmalte. O esmalte erodido torna os dentes mais sensíveis, mais propensos a cáries e pode levar a alterações na aparência, como um aspecto mais opaco.

É importante ressaltar que a magnitude do dano está diretamente ligada à frequência e à forma de consumo. Beber água com gás ocasionalmente, por exemplo, provavelmente terá um impacto mínimo. No entanto, o consumo contínuo ao longo do dia, especialmente se a bebida for mantida na boca por períodos prolongados, pode intensificar os efeitos erosivos. A presença de sabores adicionados em algumas águas com gás, como cítricos, pode agravar o problema, pois muitos desses sabores são à base de ácidos que aumentam ainda mais a acidez total da bebida.

A pesquisa também explora a comparação entre a água com gás e outras bebidas comuns. Em relação a refrigerantes, sucos de frutas e bebidas energéticas, a água com gás se mostra significativamente menos danosa. Essas bebidas frequentemente contêm altas concentrações de açúcar e ácidos mais agressivos, que causam um estrago muito maior ao esmalte e aumentam drasticamente o risco de cáries. Portanto, para indivíduos que buscam reduzir o consumo de açúcares e ácidos mais potentes, a água com gás pode ser uma alternativa válida, desde que consumida com moderação e atenção.

Para mitigar os potenciais efeitos negativos da água com gás, algumas práticas podem ser adotadas. Consumir a bebida durante as refeições, em vez de ao longo do dia, pode ajudar a reduzir o tempo de exposição dos dentes ao ácido. Enxaguar a boca com água pura após o consumo de água com gás também é uma estratégia recomendada para neutralizar a acidez remanescente. Além disso, manter uma rotina rigorosa de higiene bucal, incluindo escovação regular com creme dental com flúor e uso de fio dental, é fundamental para fortalecer o esmalte e prevenir danos.

Em suma, a água com gás, embora uma opção mais saudável do que muitas bebidas açucaradas e ácidas, não é isenta de riscos para a saúde dental. A ciência aponta para a necessidade de um consumo consciente e moderado, aliado a boas práticas de higiene bucal, para garantir que essa bebida refrescante não comprometa a integridade dos dentes a longo prazo. A pesquisa continua a investigar os mecanismos exatos e a extensão dos efeitos, fornecendo informações valiosas para consumidores e profissionais de saúde.

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