Administração Trump adia restrição a medicamentos importados
Casa Branca adia regra que dificultaria importação de remédios, afetando acesso a tratamentos mais baratos.
Foto: Reprodução
A Casa Branca postergou em 90 dias a implementação de uma regra alfandegária que impactaria diretamente o acesso de americanos a remédios prescritos vindos do exterior.
A medida, que entraria em vigor no dia 22 de outubro de 2026, altera as normas para a isenção de taxas conhecida como de minimis. O ajuste exige que pacotes internacionais passem por procedimentos comerciais rigorosos, incluindo a necessidade de um importador de registro e garantias financeiras, o que inviabilizaria o envio de medicamentos por farmácias licenciadas do Canadá e de outros países.
A administração Trump justifica a mudança como uma estratégia para combater o contrabando de drogas ilícitas, como o fentanil, e evitar a evasão de tarifas. Embora a regra não cite especificamente o setor farmacêutico, especialistas e grupos de defesa, como a Prescription Justice, alertam que o processo tornará a obtenção de tratamentos contínuos excessivamente complexa para os pacientes.
Gabriel Levitt, fundador da Prescription Justice, destacou que a alteração interrompe um fluxo de décadas que permitia a compra de medicamentos mais acessíveis via correio. Para pacientes como Susan Hooper, de 75 anos, a dependência desses produtos torna a questão uma preocupação de vida ou morte.
Com o adiamento anunciado em 14 de outubro, a nova data para a entrada em vigor da norma foi remarcada para janeiro de 2027. A decisão ocorre em meio a pressões de parlamentares de ambos os partidos, preocupados com o impacto direto no acesso a tratamentos essenciais para a população.
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