A espera pelo telefonema do comitê do Prêmio Nobel
Cientista renomada relata a ansiedade e os sinais sutis que precedem a chamada que pode mudar sua vida e a história da ciência.
Foto: Reprodução
A proximidade dos anúncios do Prêmio Nobel traz à tona a expectativa de pesquisadores renomados sobre o reconhecimento máximo da ciência. Em reportagem publicada pelo portal STAT News em 2 de outubro de 2026, a geneticista Mary-Claire King detalha como é aguardar por um possível contato da organização.
King, reconhecida mundialmente pela descoberta das mutações nos genes BRCA, que estabeleceram a base genética para o câncer de mama hereditário, é frequentemente apontada em previsões como uma forte candidata ao prêmio. Seu trabalho, desenvolvido na década de 1970, foi pioneiro ao desafiar a visão predominante da época, que restringia as causas da doença a fatores ambientais e aleatórios.
A matéria resgata um episódio ocorrido há cerca de duas décadas, quando a cientista foi convidada para ministrar um seminário no Karolinska Institutet, em Estocolmo. Naquele contexto, o convite foi interpretado pela pesquisadora como um sinal de que seu nome estava sendo avaliado pelo comitê. Durante a visita, ela apresentou suas descobertas e interagiu com especialistas que, conforme sua percepção, integravam o corpo de jurados da premiação.
O relato de King ilustra a atmosfera de incerteza e o rigoroso processo de seleção que envolve a escolha dos laureados. A publicação do STAT News oferece um olhar sobre a trajetória de uma das cientistas mais influentes da genética moderna enquanto o mundo aguarda os novos nomes que serão anunciados pelo comitê.