A epidemia de desamparo aprendido entre médicos
Médicos experientes exibem passividade e dependência, um fenômeno que questiona a autonomia e a eficiência na medicina moderna.
Foto: Reprodução
Profissionais de saúde altamente qualificados têm demonstrado um comportamento de passividade e dependência no ambiente de trabalho, fenômeno que desafia a autonomia esperada para suas funções.
Em artigo publicado no portal STAT News em 13 de outubro de 2026, a colunista Frances Mei Hardin descreve como médicos experientes, muitos com décadas de carreira e formação acadêmica avançada, agem com notável desamparo durante o exercício de suas atividades profissionais.
O termo, conhecido na psicologia como desamparo aprendido, refere-se à condição em que o indivíduo deixa de buscar soluções ou exercer controle sobre situações adversas, mesmo quando possui capacidade técnica para intervir. No contexto hospitalar, essa postura levanta preocupações sobre a eficiência operacional e a cultura organizacional da medicina moderna.
A análise aponta que o problema não está na falta de competência técnica, mas em uma mudança comportamental observada em profissionais de diversas faixas etárias. A recorrência desse padrão sugere que o ambiente de trabalho pode estar inibindo a iniciativa individual, transformando profissionais capacitados em agentes passivos diante de desafios cotidianos.
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